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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Resident Evil 5 ! (Resenha)



Eu sempre fui fã da série RE, jogava do 1 ao 3 direto quando ainda tinha meu play 1, depois quando conseguia pegar emprestado um play 2 eu ia para o RE 4 e os dois outbreak. O RE 4 em particular foi um pouco decepcionante no início pelo fato de não ter zumbis. Eu como grande fã dos mortos-vivos quando pegava um RE para jogar queria matar zumbis! Mas com o tempo fui deixando isso de lado e aproveitando o game, que é realmente ótimo, sem contar que agora tem L4D. Mas e o Resident 5?



Eu já achava os gráficos do RE 4 muito bons, mas RE 5 destrói. Tudo é muito realista, as pessoas, as casas e o ambiente em geral. O cuidado com o visual do jogo foi extremo e não deixa para trás, o que já é de se esperar de um jogo com o peso da série Resident Evil. O ambiente é tão realista que por exemplo ao atirar contra o Sol, você pode ter dificuldades de enxergar a sua mira. Só mais um detalhe para fechar os gráficos, uma pessoa que olha o jogo de relance pode até pensar que está vendo um filme, pergunte a minha mãe.

Todas as armas no jogo são muito realistas, inclusive os sons de disparo, e há grande variedade delas. Nós temos as tradicionais pistolas, escopetas, snipers, metralhadoras e tudo que já tínhamos visto no jogo anterior, mas RE 5 têm novidades como bastões de choque que paralizam o inimigo, minas terrestres entre outras coisas. Sem falar que há mais de uma arma para cada tipo, afinal Chris e Sheva podem querer usar metralhadoras ao mesmo tempo. Não há mais o vendedor bizarro que aparecia do nada, agora tudo é feito antes de cada capítulo quando você organiza os itens, compra e vende tudo que precisa e melhora seu equipamento. Como você não tem acesso ao resto dos seus itens durante a fase é importante escolher bem o que cada um vai levar.

Cada arma tem uma sensação própria e você realmente sente quando dispara, as pistolas chegam a ficar sem graça depois que se pega uma magnum. A opção de bater nos seus inimigos ainda se mantém, só que agora além dela ficar muito mais grosseira (Chris ficou muito bombado) há ainda a possibilidade de se fazer combos junto com Sheva, quase como uma brincadeira de empurra empurra, só que com porradas.

Os controles de RE 5 são um pouco diferentes do tradicional da série, agora o estilo lembra um pouco Dead Space. A mira já não fica mais no R1 e sim no L1. R1 atira, o analógico que controla a mira já não é mais o esquerdo como no RE 4, passa a ser o direito. Apesar dessas mudanças no controle se mantém a condição de não andar enquanto se mira, o que é característico do Resident Evil. Uma coisa nova que veio para ajudar foi o Cover System, nada mais é do que você poder se encostar em uma parede e se preparar para atirar em seus oponentes sem estar na linha de fogo, não é nada que faça uma diferença enorme, mas ajuda.

Uma outra grande mudança é que o jogo não fica mais em pausa quando você resolve pegar um item ou trocar de arma, agora tudo é em tempo real devido ao co-op, o que deixa as coisas mais realistas e complicadas, mas nada muito preocupante, pois você pode selecionar os itens rapidamente usando as setas do controle. Mas durante os modos Versus, ou o Mercenaries Mode esse novo menu em tempo real pode fazer você perder um tempo precioso ou até mesmo morrer, há muitos inimigos nesses dois modos, e saber usar o menu rápido e como usá-lo é essencial para se jogar bem.

Sobre o enredo de Resident Evil 5 não tenho muito o que dizer… Tudo que ficou sem respostas nos outros jogos se encaixam nesse, o game ainda possui uma opção para conhecer um pouco mais da história da Umbrella e você ainda pode ir liberando arquivos com dados dos personagens. Eu esperava um pouco mais, nada que desanime, mas para um RE 5 eles podiam ter inovado, algumas coisas ficaram talvez meio clichês. Mas em uma coisa o enredo merece os parabéns, ele te envolve ao ponto de você querer realmente saber o que vai acontecer, e também pelo fato de não te cansar, pois você vai acabar jogando muito mais de uma vez. Principalmente se quiser todas as conquistas, o que te obriga a virar o jogo pelo menos uma vez em cada um dos quatro níveis de dificuldade. Conseguir fazer uma narrativa que não é cansativa a esse ponto é muita coisa. Eu ainda vejo todas as cinematics, principalmente as que contêm cenas de luta com o Wesker.

Mas o grande trunfo do jogo é mesmo o modo Co-op, que é o fato de você poder se juntar a um amigo e os dois jogarem juntos, tanto na mesma tela, quanto pela internet. O jogo fica muito mais divertido dessa maneira, pois se você tenta ir sozinho acaba perdendo muito tempo arrumando os itens para dar espaços para as coisas que se acha, pois a inteligência artificial não faz isso. Outra coisa é que Sheva não parece conhecer outra arma que não seja a pistola. Ela pode ter uma metralhadora, mas se têm munição é só a pistola que vai usar. Sem falar que as vezes a IA mais atrapalha do que ajuda, por exemplo ficando na frente da sua mira ou morrendo para os chefes. Infelizmente não é somente a IA de Sheva que não é das melhor, os “zumbis” do jogo são quase que identicos aos do quarto jogo, tirando alguns monstro que voam e algumas outras coisas, a mudança na parte de oponentes é pouca e deixa a desejar. Em todos os jogos da série RE isso acontece, Hunter’s por exemplo aparecem em várias seqüencias, mas num jogo tão esperado quanto esse inovação era algo muito esperado, mas o que vemos são os camponeses de RE 4 com uma aparência diferente, nesse ponto RE 5 é falho, mas entendo que a narrativa demanda esse tipo de atitude.

Aqui um vídeo em que dá para ter uma boa idéia do gameplay solo.

Agora jogando com um amigo tudo muda. Há várias estratégias de apoio que podem ser utilizadas, cada um de acordo com a personalidade da dupla. O que eu mais gosto é de ficar mais atrás dando suporte com a sniper enquanto o outro segue em frente, mas você pode fazer de cárias maneiras. O foco de RE 5 é com certeza esse: jogar com outra pessoa. Se você está prestes a morrer, ou seja, quando sua vida acaba, seu personagem entra em um modo Dying, onde suas ações ficam limitadas a andar e pedir socorro cabendo ao segundo jogador, ou a IA te salvar. Se isso ocorre várias vezes, a duração desse modo vai aos poucos diminuindo até que por fim há a morte imediata. Há outras partes do jogo que forçam situações co-op, mas nada como Army of Two por exemplo.

Resident Evil é um pouco curto, se compararmos com RE 4, mas como no seu antecessor têm vários atrativos que fazem você voltar a jogá-lo várias e várias vezes. A primeira é poder jogar online com outra pessoa, isso sempre trás uma experiência nova, outro atrativo é o modo Mercenário que se consegue após virar o jogo, esse modo nada mais é do que matar tudo que você conseguir no menor tempo possível, cada morte gera um combo, se ficar muito tempo sem matar ninguém o contador volta a zero. Esse modo pode ser jogado em dupla, já on-line não sei dizer quantos jogadores suporta.

O Modo versus é uma variante do mercenaries mode, mas ele não é gratuito, deve ser comprado on-line. Esse modo só pode ser jogado pela internet de quatro maneiras diferentes. Há o Slayers, que é o modo mais parecido com o mercenaries. São até quatro jogadores competindo entre si para a maior pontuação, nesse modo de jogo somente os monstros dão pontos e há uma espécie de convenção em que os jogadores não se atacam. O Team Slayers é a mesma coisa só que são duas duplas competindo. O outro modo de jogo é o Survivor e o Team Survivor, nesse modo os jogadores, ou as duplas competem entre si, mas o objetivo dessa vez é eliminar os jogadores adversários. Aqui os monstros não dão pontos, mas eles ainda ficam espalhados pelos cenários para deixar tudo mais difícil.

Mais uma coisa legal, e que hoje está presente em todos os títulos são os vários troféus que você vai coletando com os seus feitos durante o jogo, isso é viciante, tenho certeza que muita gente vai voltar a jogar só para conseguir completar essas conquistas.

Uma coisa que faltou em RE 5 foi inovação, RE 4 mudou drasticamente o modo de jogo dos shotters em terceira pessoa, influênciando jogos como Army of Two, Dead Space e Dark Sector. Mas esse tipo de inovação não aparece nesse novo capítulo da série, o modo Co-op é um bom atrativo, mas não é inovador, hoje em dia os jogos que não tem uma opção online já estão ficando um pouco para trás.

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